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6 de fevereiro de 2014

Entrevista com Eduardo Spohr, de Filhos do Éden

Olá galera, beleza?

Mais uma vez venho aqui trazer uma novidade para vocês! Depois de Renato C. Nonato, o autor de Terras Metálicas, chegou a vez do tão aclamado autor Eduardo Spohr, o autor da série Filhos do Éden e também de A Batalha do Apocalipse ter sua entrevista aqui no blog!

Vamos começar sabendo um pouco mais sobre o autor com a ficha técnica.



   
FICHA TÉCNICA

Nome: Eduardo Spohr

Idade: 38


Cidade/Estado: Rio de Janeiro / RJ


Contato: @eduardospohr


Site do livro: www.filhosdoeden.com

Gêneros preferidos: Qualquer um

Série favorita: Star Trek

      





Eduardo chegou ao meu conhecimento há alguns anos quando vi pela primeira vez o livro da Batalha do Apocalipse, o qual acho muito fantástico. Começou a se interessar pela leitura e pela escrita desde pequeno, nunca parou de evoluir e hoje faz este sucesso que vemos por ai.

É uma grande honra para nós aqui do Criticando por Aí estar fazendo esta entrevista, já que este que vos fala é um grande fã da obra do autor. Então quem quiser saber mais sobre ele fique ligado aqui embaixo!




CPA: Desde quando você começou a se interessar por ler e consequentemente escrever a sua própria história?

Eduardo: Sempre fui um leitor chato, depois que terminava um livro ficava imaginando finais alternativos e outros rumos para as histórias, de tão implicante com as histórias que lia, comecei a escrever as minhas, e não parei mais.


CPA: O que te levou a escrever livros do gênero ficção/ fantasia? Por que não outro?

Eduardo: Sempre curti bastante o tema. Na minha opinião a gente deve escrever sobre aquilo que gosta, senão não tem muito sentindo. Mas não quer dizer que no futuro eu não possa buscar um outro gênero. O importante é falar sobre a história que está no seu coração, que é genuína pra você.



CPA: Muitas vezes, os autores simplesmente ficam sem inspiração. No seu caso, o que você faz para que consiga se inspirar e continuar?

Eduardo: Não acredito que exista inspiração. Existe trabalho. Você trabalhando, as soluções e ideias vem, e não o contrário. 


CPA: Como é a vida de um escritor que já tem seus títulos considerados best-sellers? A rotina mudou muito? Há um compromisso muito grande com as editoras?

Eduardo: A vida é igual a de qualquer profissional. Trabalho árduo, acima de tudo. Não me preocupo
muito com a editora. Foco totalmente nos meus leitores.


CPA: Quais foram as principais dificuldades que você teve no início da sua carreira como autor?

Eduardo: Encontrar editoras é sempre difícil. Foi isso que me levou à publicação independente, e no meu caso deu muito certo.


Bom, agora que já conhecemos um pouco do autor, nada mais justo do que falarmos do seu grande sucesso com o livro não é mesmo?! Então, sem mais delongas, vamos partir para a segunda parte da entrevista, com perguntas apenas sobre seu livro e seus outros projetos.



CPA: O que te inspirou a criar este universo fantástico chamado Spohrverso?
Eduardo: Os quadrinhos do selo Vertigo e a série de filmes “Anjos Rebeldes” foram sem dúvida as principais inspirações.


CPA: Percebemos que cada personagem de cada livro tem uma história própria, é até difícil de acreditar que eles saíram da imaginação! Há pessoas reais por trás dos personagens ou eles são apenas criação?

Eduardo: Sempre há, com certeza.


CPA: Malakins, Hashmalins, Querubins, Ofanins e muitos outros nomes celestes vieram apenas da imaginação também ou há um ponto de história no plano de fundo?

Eduardo: Foram tirados da própria mitologia hebraico-cristã, com suas devidas modificações e adaptações, claro.


CPA: Vimos pelo ultimo livro da série, Anjos da Morte, que houve uma grande pesquisa para a criação da história. Isto costuma se repetir nos demais livros? Como você consegue reunir tanto material?

Eduardo: Procuro comprar livros e filmes que tenham a ver com a história que estou trabalhando. Estudo eles e deixo tudo arquivado. É como se fosse uma mini-biblioteca particular...



CPA: Em nossa resenha de sua série, dissemos que é incrível o modo como você faz anjos e criaturas celestes parecerem humanas, você acredita que o paraíso celestial pode ser exatamente como nosso plano? Ou seja, não há nada de especial como todos pensam, mas, na verdade, estão sujeitos às mesmas coisas que nós?

Eduardo: O que está nos meus livros é ficção, unicamente. Não é para as pessoas acreditarem ao pé da letra. Mas eu acredito na metáfora. Por exemplo, como o Paraíso sendo a nossa inclinação para o bem e o Inferno, para o mal. Nesse ponto (metafórico), creio que a história faz mais sentido.


CPA: Conte um pouco mais sobre como é ter um livro publicado, qual é a sensação de ver seu trabalho sendo lido e avaliado por milhares de pessoas?

Eduardo: Embora alguns amigos e familiares já tivessem lido e gostado, confesso que fiquei meio apreensivo com as primeiras opiniões que recebi de estranhos. Mas devo dizer que nem nos meus melhores pensamentos pude imaginar uma recepção tão calorosa quanto a que estou tendo! Fico muito feliz em saber que até agora todos que leram Terras Metálicas gostaram do conjunto da obra. 


CPA: Em sua opinião, quais são os piores problemas que um autor pode enfrentar para conseguir publicar sua obra? Publicar um livro é tão difícil como dizem?

Eduardo: Não chamaria de problemas. Eu chamaria de dificuldades, e as dificuldades estão aí, nas nossas vidas, para serem superadas. Claro, cada um deve encontrar a sua própria maneira de fazer isso. Não tem uma fórmula especial.


CPA: Não é segredo que há um próximo livro vindo ai! Você pretende terminar Filhos do Éden com Paraíso Perdido ou podemos esperar outras continuações desta história fantástica?

Eduardo: Sim, a próxima publicação será Filhos do Éden: Paraíso Perdido, que encerrará a série. Aguardem :)


Infelizmente acabamos nossa entrevista. Porém estaremos sempre voltando com mais e mais novidades sobre o autor e seus lançamentos futuros, vocês podem ficar ligados em tudo através dos sites do Eduardo, que são:


É isso galera, ficamos por aqui neste post, mas ainda teremos uma boa surpresa para todos vocês.Espero que tenham gostado da entrevista e, caso conheçam algum autor que gostaria que entrevistássemos ou então se tiverem qualquer sugestão para a galera do blog é só enviar um e-mail aqui para nós e com certeza vamos fazer o possível!

Até mais!
Lucas.

11 de fevereiro de 2013

Entrevista com Renato C. Nonato, de Terras Metálicas

Opa galera, beleza?

Estou aqui novamente para dar continuidade ao meu último post, onde eu disse que teria uma surpresa para vocês. Bom, esta é a surpresa! O autor do livro Terras Metálicas, Renato C. Nonato, aceitou nos dar uma entrevista exclusiva! Fique de olho no resto do post e vamos descobrir um pouco sobre esse novo talento da literatura brasileira.

Vamos começar sabendo um pouco mais do autor:

                           FICHA TÉCNICA

Nome: Renato Carajelescov Nonato

Idade: 25


Cidade/Estado: São Bernardo do Campo - SP


Contato: Facebook


Site do livro: Facebook e Skoob

Gêneros preferidos: Fantasia/Ficção/Terror

Série favorita: Série Força Sigma – James Rollins
  
      

Renato nasceu em Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, aqui pertinho da gente. Terras Metálicas é seu livro de estréia na literatura de ficção/fantasia brasileira (e ele ainda pretende escrever outros livros com outros temas e gêneros) mas ele não é novato na arte da literatura, ele escreve como hobbie desde os 16 anos! Atualmente, segundo o que lemos no próprio Terras Metálicas, é formado em Engenharia Química e divide seu tempo entre um mestrado de Engenharia de Materiais e ainda leciona Boxe Chinês em uma academia de artes marciais, impressionante!

Vamos a primeira parte da nossa entrevista, com perguntas voltadas somente à vida e à trajetória do autor não só como escritor, mas também como pessoa. Usamos uma abreviação para facilitar a leitura, então quando virem "CpA" significa Criticando por Aí:


PARTE 1: Nos conte um pouco sobre você.


CpA: Lemos, pela contra capa de Terras Metálicas, que você começou a escrever com 16 anos. O que te levou a iniciar sua carreira como escritor?

Renato: Sempre fui um leitor chato, depois que terminava um livro ficava imaginando finais alternativos e outros rumos para as histórias, de tão implicante com as histórias que lia, comecei a escrever as minhas, e não parei mais.
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CpA: Sabemos que muitos autores começam sua jornada no mundo da literatura com incentivo de algum familiar, foi o mesmo com você? Ou você simplesmente sentiu vontade de começar a ler e, logo depois, escrever?

Renato: Muito tem a ver com a escola que estudei, que colocou em mim o prazer da leitura. Minha vida de leitor compulsivo começou nela e daí para a escrever foi questão de tempo.

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CpA: Quais eram e quais são os gêneros literários que você mais gostava ou gosta de ler?

Renato: Sempre gostei de fantasia e ficção, quando cresci adicionei o terror, os mundos diferentes sempre me fascinaram.
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CpA: Além de lermos sobre seu interesse no mundo dos livros ainda jovem, também lemos que você divide seu tempo entre um mestrado e ainda da aulas de artes marciais! Como você consegue administrar seu tempo de tal forma que consiga terminar todos os seus projetos?

Renato: Bom eu tenho um irmão gêmeo que... Cof, cof... Na verdade é bem puxado, mas como me disseram uma vez, se você fizer o que todo mundo já fez, você só vai chegar onde todo mundo já chegou. Depois de um tempo você se acostuma com o ritmo.

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CpA: Um problema constante que vemos, não só com os novos talentos, mas também com autores famosos é a falta de inspiração. Alguns tomam banho de água fria outros se trancam em quartos vazios ou ligam o rádio no último volume, e você? O que você faz para ter inspiração?

Renato: Eu escrevo. Pode sair uma porcaria mas eu sento e escrevo. Percebi que bloqueios acontecem em determinadas partes de um escrito, quando você passa a parte em questão as ideias voltam a fluir normalmente. Depois é só voltar e revisar, acredite, revisar é bem mais fácil que escrever do zero.

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CpA: Percebemos que você é um grande fã de André Vianco o que mais admira neste autor? E além dele quais são seus autores preferidos?

Renato: Os Sete do André Vianco foi o primeiro livro nacional que li no gênero fantasia/terror que me deixou de queixo caído. Acho incrível a forma como o André consegue contar histórias como se fosse um bate papo informal. Tenho muitos outros autores que gosto, nos nacionais temos Simone Marques e Eduardo Spohr, no campo internacional sou fã de James Rollins, John Katzenbach e James Dashner, além de clássicos como Harry Potter e Senhor dos Anéis.

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CpA: Existe algum clássico da literatura, não só brasileira, mas também internacional, que você considera "O livro"?

Renato: Eu sempre acho difícil comparar livros de diferentes gêneros, mas se você me obrigar a escolher um livro somente, seria O Analista, de John Katzenbach, o melhor terror psicológico que já li.

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CpA: Como um autor brasileiro, qual a sua opinião sobre o mercado literário nacional? Você acredita que o mercado internacional é melhor ou pior? Por quê?

Renato: Acho o mercado nacional, infelizmente, muito fechado para autores nacionais. É revoltante ver que elas preferem trazer um livro de fora do que publicar um semelhante tão bom quanto de um autor nacional. Quanto ao mercado internacional é difícil falar, por que eu não faço a menor ideia de como seja.

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CpA: Você prefere autores nacionais ou estrangeiros? Por que?

Renato: Prefiro boas histórias, tenham a origem que tiverem.

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Bom, agora que já conhecemos um pouco do autor, nada mais justo do que falarmos do seu grande sucesso com o livro não é mesmo?! Então sem mais delongas vamos partir para a segunda parte da entrevista, com perguntas apenas sobre seu livro e seus outros projetos, você não podem perder!


PARTE 2: A aventura!


CpA: De onde surgiu a ideia de escrever Terras Metálicas?

Renato: Terras Metálicas começou como uma ideia para um conto curto, com pessoas vivendo embaixo da terra depois de uma catástrofe nuclear. Claro que o texto saiu de controle e quando vi tinha tanta coisa escrita e tanta coisa para escrever que decidi transformar a ideia em livro. Mesmo assim não tinha ideia que seria um livro tão grande!

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CpA: Raquel, Tales, Ângelo, Camila, Isabela e os demais personagens, eles vieram apenas da sua criatividade? Ou são inspirados em pessoas reais? Se sim, poderia nos dizer quais?

Renato: Para criar as personagens eu tentei fugir dos estereótipos. Muitos personagens em Terras Metálicas apresentam várias faces no decorrer da trama, algumas boas, outras ruins. Talvez tenha me inspirado inconscientemente em alguns conhecidos, mas prefiro não falar disso rsrs.

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CpA: Percebemos ao final que poderá haver uma continuação para a história composta em Terras Metálicas, sobre isso o que você pode nos contar? Será extensa ou terá apenas poucos livros? Vamos ser os primeiros a saber desta novidade não é? :D

Renato: Não posso falar muito, mas digamos que haverão muitos lugares novos para se explorar. Além da aventura maior, com Raquel e o pessoal, haverá uma história paralela em outros lugares da Esfera, acontecendo com personagens secundários de Terras Metálicas. Não sei quantos livros serão ao todo, mas haverá pelo menos mais quatro, de qualquer jeito podem ter certeza que vocês serão os primeiros a saber!

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CpA: Quais são seus projetos futuros além de Terras Metálicas?

Renato: Além da continuação de Terras Metálicas, tenho outros três livros em negociação com editoras, ainda vou atormentar muitos leitores.

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CpA: Qual foi ou está sendo a parte mais difícil na publicação do livro?

Renato: Encontrar uma editora foi a parte mais difícil, é triste quando você tem o trabalho de imprimir um livro enviar para um lugar e depois de um ano descobre que o exemplar nem vai ser analisado. Por sorte a Novo Século cruzou meu caminho e estou muito feliz com a parceria.

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CpA: Conte um pouco mais sobre como é ter um livro publicado, qual é a sensação de ver seu trabalho sendo lido e avaliado por milhares de pessoas?

Renato: Embora alguns amigos e familiares já tivessem lido e gostado, confesso que fiquei meio apreensivo com as primeiras opiniões que recebi de estranhos. Mas devo dizer que nem nos meus melhores pensamentos pude imaginar uma recepção tão calorosa quanto a que estou tendo! Fico muito feliz em saber que até agora todos que leram Terras Metálicas gostaram do conjunto da obra. 

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CpA: Para criar o mundo da Esfera você teve de fazer alguma pesquisa? Houve alguma inspiração para poder criar a ideia de "vida subterrânea"?

Renato: Sempre gostei de histórias abordando futuros apocalípticos, e entre os muitos futuros o de que a humanidade destruiu a atmosfera e teve de se abrigar num mundo artificial não me parece algo tão absurdo assim. O filme A Ilha me deu boas ideias para a Esfera.

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CpA: Antenas, Túneis, Bios, Sibérios e Exilados, dentre todas as classes do livro qual você gostaria de se tornar? Por que?

Renato: Gosto muito dos Sibérios, acho que dá para perceber por que eu sempre puxo sardinha para a Isabela rsrsrs. Não só apenas o fato de esquentar ou esfriar algo que acho legal, como o Ângelo mesmo diz, os poderes dos Sibérios ficam interessantes nos níveis avançados, então ainda há muita coisa para se ver.

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CpA: Você diria que os seus estudos em química ou de alguma outra disciplina influenciaram no livro?

Renato: Digamos que as aulas da Academia não sejam tão diferentes de algumas aulas que tive na faculdade.

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CpA: Para finalizar nossa "maratona de questões" primeiramente gostaríamos apenas de agradecer a você pela oportunidade de uma entrevista e por toda a colaboração junto ao blog, pois afinal sem isto não teríamos esse grande material de publicação. Para fechar a entrevista gostaríamos de saber o que você, como um dos mais novos talentos da literatura brasileira, poderia dizer para todos aqueles que querem chegar a este posto, escrever seus próprios livros e publicá-los, que conselho você pode dar à estas pessoas?

Renato: Primeiramente sou eu que agradeço ao blog Criticando por Aí pela oportunidade dessa entrevista e pelo espaço de divulgação. Tem uma frase que eu gosto muito. Nem todo mundo que tenta consegue, mas todo mundo que consegue, tentou. Não nego que escrever um livro seja uma tarefa difícil e publicá-lo talvez seja mais difícil ainda, mas se é o que você quer, vá em frente. A dificuldade só torna o resultado final mais prazeroso de saborear.

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Infelizmente acabamos nossa entrevista.  Porém esta não é a minha última surpresa para vocês! Digamos que daqui a alguns dias teremos algumas novidades ainda em relação a este livro, então não pensem que esta será minha última aparição por aqui, porque afinal, eu só comecei (muahaha).

É isso galera, ficamos por aqui neste post, mas ainda teremos uma boa surpresa para todos vocês, espero que tenham gostado da entrevista, caso conheçam algum autor que gostaria que entrevistássemos ou então se tiverem qualquer sugestão para a galera do blog é só enviar um email aqui para nós e com certeza vamos fazer o possível!

Até mais!
Lucas.


20 de agosto de 2011

Entrevista: Eliane Quintella e o Pacto Secreto

Bom dia galera.
Hoje teremos mais uma entrevista com a autora do livro 
Pacto Secreto, a Eliane Quintella.
Vamos lá?

Criticando por ai:  Olá Eliane, muito obrigada pela oportunidade.

Eliane:
Olá Aline. Sou eu quem lhe agradeço pelo interesse e pela parceria.

Criticando por ai: Conte um pouco sobre você aos nossos leitores.



Eliane: Bem, meu nome é Eliane Quintella. Sou autora do PACTO SECRETO, já publicado pela Editora Novo Século, e da continuação da saga, PRAZER SECRETO E HISTÓRIA SECRETA, ainda não publicados. Sou formada em Direito e recentemente larguei tudo para seguir o grande amor da minha vida que é escrever.


Criticando por ai: Você tem alguma fonte de inspiração para escrever? Algum ritual que faça antes, ou algo assim?



Eliane: A inspiração pode vir dos lugares mais diferentes e é difícil dizer o que nos interessa a tal ponto de nos inspirar. Sempre que vou escrever procuro dentro de mim assuntos que me interessam a ponto de eu me apaixonar por eles e querer escrever a respeito. Não gosto de escrever histórias vazias, que não prendam minha atenção.Quanto ao ritual, sinceramente, não existe nenhum. Eu gosto apenas de escrever em um lugar silencioso que permita que eu me concentre.


Criticando por ai: Conte um pouco sobre seu livro Pacto Secreto aos nossos leitores.



Eliane: Pacto Secreto trata do dilema da Valentina de assinar ou não um pacto com o diabo. Valentina tem um objetivo, considerado nobre pela nossa sociedade, que é salvar sua irmã gêmea, Sara, da tetraplegia. Valentina carrega em sua alma a responsabilidade pelo acidente da irmã e vive triste e sufocada pelo mal que acredita ter causado a sua querida irmã, com quem tem profunda ligação afetiva.Valentina em uma noite de profundo desespero resolve pedir ajuda do diabo e para sua grande surpresa é atendida. Um misterioso enviado do diabo aparece em sua vida e lhe oferece um pacto que pode fazer com que sua irmã, Sara, volte a andar, porém Valentina teria que assinar um pacto, no qual teria que dar em troca o que Satã lhe pedisse, pelo tempo que fosse. Valentina, que é questionadora, não se satisfaz com as poucas informações que recebe do enviado do diabo e resolve pesquisar a fundo o que é realmente esse pacto.Nessa busca Valentina começa a se questionar a respeito de sua própria religião cristã e perdida e desesperada parte para ação e, quando faz isso, se depara com uma misteriosa Ordem Demoníaca que a cercava sem que ela soubesse.
Em síntese essa é a história do livro, mas somente quem o ler saberá se a Valentina assina ou não o pacto.
A Valentina vive muitos dilemas em sua busca. Ela se questiona sobre muitos valores, como por exemplo sacrificar-se ou seguir sua própria vontade, atender a seus próprios princípios ou seguir a moralidade da sociedade, exercer a compaixão ou entregar-se a seu egoísmo, optar pela segurança ou arriscar-se. E pelos diálogos da Valentina com o Enviado e da Valentina com seu pai, o leitor, se quiser, poderá refletir a respeito, o que evidencia as pinceladas filosóficas do livro. O livro ainda procura explicar o que há do outro lado do cristianismo, qual é a essência da crença do enviado e da Ordem Satânica, o que dá também ao livro pinceladas de religião. Mas apesar desse conteúdo questionador, o livro é também muito leve e pode ser lido por quem quer apenas se divertir, mas, por outro lado, em vista do seu conteúdo, ele pode ser lido por quem quer ir mais a fundo e quer viver e refletir os dramas e dilemas da personagem principal, Valentina, justamente por isso que eu optei pela primeira pessoa, quis que o leitor entrasse no cérebro da Valentina.
Posso garantir que o livro é bem interessante e prenderá a atenção do leitor e fascinará os mais curiosos, abertos e questionadores.

Criticando por ai: Com tantos livros de ficção lançados, em que aspecto você acha que sua história se diferencia das outras do gênero?

Eliane: Em tudo, sem falsa modéstia. Meu livro traz aspectos filosóficos e religiosos que não encontrei em nenhum livro de ficção e na minha opinião é essa mescla que o torna interessante e diferente do que existe por aí.
Apesar de ser uma história divertida, ele tem algo a mais para o leitor, que, como eu, gosta de ir mais a fundo. Histórias de pacto com o diabo são clássicos da literatura, mas é o Pacto Secreto que realmente vai fundo nesse pacto demoníaco e quer explicar ao leitor exatamente do que ele se trata.


Criticando por ai: Você encontrou dificuldade em publicar seu livro? Acha que quando se trata de livros nacionais existe uma dificuldade maior?



Eliane: A Editora Novo Século felizmente não demorou muito para responder positivamente, manifestando seu interesse em publicar meu livro. No processo de buscar de uma Editora, descobri outras Editoras, cuja publicação não é tão difícil, como Baraúna, Multifoco, entre outras. Além disso, a vinda dos livros digitais é uma ótima oportunidade para os escritores, já que a publicação torna-se menos complexa e permite uma grande exposição ao escritor. Acredito que, no futuro, os livros digitais serão cada vez mais comuns e isso abrirá as portas para muitos escritores com dificuldade de publicar seu livro.Quanto aos livros nacionais, eu não acredito que exista uma dificuldade maior. Na minha opinião o que existe é uma dificuldade para escritores iniciantes, o que faz todo sentido. Afinal, a Editora não se sente segura em investir em um escritor desconhecido, a não ser que sua história provar que vale realmente o investimento. Dessa forma, a Editora prefere o caminho mais seguro, ela quer que o escritor iniciante, no início, faça o investimento e se conseguir se firmar, então a Editora considerará fazer da próxima vez o investimento. O negócio da Editora é vender livros e não vejo como ela poderia se comportar de forma diferente. De mais a mais, eu acredito que se o livro agradar o grande público ele irá vender, sendo nacional ou estrangeiro. Eu vejo que existem muitos leitores atrás de boas histórias. E se a boa história vir de um escritor nacional, não acredito que isso venha a ser um empecilho.
Eu acredito que comportar-se como vítima realmente não traz qualquer tipo de benefício ao escritor iniciante. Por isso, o escritor iniciante deve encarar os desafios e encontrar meios para superá-los.


Criticando por ai: Existem autores que te inspiram em suas escritas?



Eliane: Claro, muitos. Há autores que são tão sensacionais com histórias tão incríveis que quando lemos ou assistimos ao filme, aquilo nos emociona, nos instiga a criar algo que também emocione, que envolva o público de tal maneira que seja impossível desgrudar os olhos do livro ou da tela. Assim como há obras nos emocionam, também a vida pode nos emocionar e nos envolver de tal forma que nos inspire.


Criticando por ai: Você tem projetos de novos livros além dos de continuação do Pacto Secreto?

Eliane: Sim, eu tenho muitas ideias borbulhando em meu cérebro, mas que ainda não adquiriram forma no papel. Recentemente venho namorando uma história específica de suspense que quero transformar em um livro.

Criticando por ai: Cite seu trecho preferido do Pacto Secreto.




Eliane: É uma frase: "Há algo mais sagrado do que sua própria essência?" pag. 137.


Jogo rápido...


Não vivo sem liberdade
Minha fonte de inspiração é o que me dá vontade de escrever e escrever sem parar
Meu livro preferido é O Pequeno Príncipe

Um sonho: consagrar-me como escritora

Uma realidade: irrefutável é a morte e, quanto antes entendermos isso, mais chances teremos de valorizar a vida e fazermos com que ela valha a pena.

Criticando por ai: Deixe um recado aos nossos leitores.

Eliane: Eu quero agradecer por terem lido PACTO SECRETO e dizer já publiquei o primeiro capítulo do PRAZER SECRETO no blog do meu livro. Garanto que a história irá esquentar e que todos mistérios serão revelados ao longo da saga. Me aguardem!

Criticando por ai: Muito obrigada por esta oportunidade Eliane. Te desejamos sucesso em sua carreira. E ainda teremos alguns pactos por ai, não é mesmo? Beijos.

Eliane: Sou eu quem lhe agradeço pelo interesse, Aline. Agradeço pelos votos de sucesso e pela parceria. E certamente a saga continua, não perca a continuação. Beijo Eliane


E ai o que acharam?
Beijos.


20 de junho de 2011

Entrevista#1: Diogo de Souza e seu Lançamento Nêmesis

Boa noite gente! :)

Fizemos uma entrevista com o Diogo de Souza autor da editora Dracaena, parceira nossa. Vejam!!

Criticando por ai: Olá Diogo, muito obrigada pela oportunidade. Conte um pouco sobre você aos nossos leitores.

Diogo: Quem sou eu? Ainda não sei. Sei mais hoje do que sabia ontém, mas ainda não consigo contemplar a dimensão total do Ser. É uma questão de tamanho. Eu acho que sou um terráqueo, que nasci neste mundo há 36 anos, acho que gosto de rock, anime, e qualquer série de fantasia que me apareça pela frente. Tenho quase certeza que adoro RPG, e desde muito cedo atuo em teatro: como ator, depois diretor e autor também. Gosto do silêncio, mas também do burburinho de amigos. Gosto de tranquilidade, mas também da correria da minha família. Me acho limitado, como ser dual, mas me sinto pleno, como espírito criado.


Lançamento Nêmesis junto a editora Dracaena
Criticando por ai: Qual a sua inspiração para escrever livros de ficção?

Diogo: Bom, eu tenho um enorme reservatório de memórias de histórias de ficção científica, fantasia, medievais e contemporâneas. A inspiração mesmo é um sentimento, uma pulsão, um ímpeto súbito de uma sensação que eu vivi e de repente tenho vontade de contar. A ficção, na verdade, é só a roupagem de que eu mais gosto.

Acho que a gente se atrai pelo conteúdo, mas se liga pela forma. Eu cresci imerso em histórias fantásticas, então é natural que eu busque uma expressão nesta área. É estranho esse negócio de inspiração. O que ela é, afinal? Para mim é isso: subitamente eu tenho algo para contar, e daí para frente, nada mais me segura.


Criticando por ai: Como surgiu essa sua vontade de escrever histórias? Há algo em especial?

Diogo: Surgiu desde que eu nasci, eu acho (ou antes?). Eu me lembro de bolar histórias mesmo quando eu era bem pequeno. Acho que é uma coisa de pessoa para pessoa. Há quem goste de desfrutar uma boa comida, e há quem goste de preparar uma boa comida. Eu nunca me contentei em apenas receber conteúdo, mas consigo identificar um desejo de tentar passar o que tenho a todo o custo. Isso é especial? Talvez, mas tanto quanto aquilo que cada um carrega no íntimo. O especial quem faz somos nós, individualmente. Há quem procure o especial fora, e há quem o descubra dentro. Tanto faz: o que importa é que uma vez descoberto, você nunca mais consegue ignorá-lo.


Criticando por ai: Conte aos nossos leitores um pouco mais sobre Nêmesis - O Retorno de Astarot.

Diogo: “Nêmesis” conta a história de uma família de magos modernos, os “Masters”, que em 1875 aprisionaram um dos maiores demônios da hsitória: Astarot. Agora, uma bruxa revelou, em profecia, que Astarot está se soltando, e quem irá libertá-lo é Isabela Zuckermann. Pobre Isabela, não tem a menor idéia do que está acontecendo ou que a magia é algo real. Os seguidores do demônio se apressam em protegê-la: para que ela possa cumprir a profecia, e os demais membros da família se apressam em matá-la: para impedi-la.

“Nêmesis” é uma história de descoberta, da superação em face a dificuldades impossíveis, da definição de si mesmo e da força que um caráter justo pode ter, mesmo contra o demônio em pessoa. É também uma metáfora sobre a liberdade, e sobre o poder que exercemos sobre nosso destino, com ou sem profecias.


Criticando por ai:  Com tantas séries de demônios, vampiros e acontecimentos sobrenaturais, no que você acha que Nêmesis se diferencia dos outros?

Diogo: Sinceramente eu não ligo a mínima para isso. Eu escrevo o que gosto, escrevo o que quero. Se quisesse fazer uma história de vampiros, eu faria. Se quisesse uma de anjos, também faria. Gosto de magos, então escrevi “Nêmesis”. É claro, pode ser que ninguém queira ler, mas pelo menos eu escrevo!

Afinal, o que é “novo” e o que é “batido”? Não pode ser só a forma. Então ninguém mais vai escrever ficção científica depois do Asimov, do Clarke e do Sagan? Eu acho que de repente surge um autor, um escritor, com uma mensagem legítima, um sentimento puro e desimpedido de artificialidades, e que consegue traduzir esse sentimento em palavras. Aí um bando de gente lê, se entusiasma, e confunde a forma com o conteúdo, dizendo: “É isso, a onda agora é vampiros”, ou “Anjos”, ou “Magos”, etc. Mas o que realmente chamou a atenção não foi o pano de frente da história, foi o pano de fundo, foi o subentendido.

Aí, um montão de pessoas escreve histórias com o mesmo pano de frente daquele autor, e surge um sem número de pastiches e colagens daquele tema. E pode ser que um desses novos escritores também tenha algo a dizer e realmente faça um livro bacana, e aí todo mundo diz: “Ah! Tá vendo? A onda agora REALMENTE é vampiros”.

Mas o principal, o que seria proveitoso mesmo, na minha opinião, é se a moda agora fosse a legitimidade, passar uma mensagem sincera, real, pessoal, porque isso – creio eu – sempre é muito poderoso, e será um poder que nunca ai se esgotar, com vampiros, anjos, magos, ou o que quer que seja.


Criticando por ai:  Você tem projetos para dar continuidade a essa história e torna-la uma série?
Diogo: Não. Nêmesis foi pensado como uma história fechada, com começo meio e fim, com personagens que se bastam nessas páginas. Eu tenho, claro, idéias de como eu PODERIA continuá-la, mas não tenho nenhum plano concreto. Há outras histórias que eu quero tentar, outras mensagens e outros cenários. Eu adoro mudar de ares, e os próximos livros que pretendo escrever não tem nada a ver com o Nêmesis – o que não impede, evidentemente, que em um futuro eu continue a história da Isabela. Afinal, o quanto uma pessoa pode se dar mal nessa vida? (leia e entenda).

Criticando por ai: Na mitologia grega, Nêmesis é uma Deusa, filha da Deusa de Nyx. Embora morasse no Olimpo, figurava a vingança divina. Há alguma relação entre essa "Nêmesis" e a Nêmesis do livro?
Diogo: Nada a ver. Nêmesis, no contexto do livro, é usado no sentido da palavra, mesmo: indica um inimigo final, uma dificuldade derradeira, uma situação a que você finalmente sucumbirá. Algo como: “As invasões bárbaras foram a nêmesis do império romano”, ou “Darth Vader foi a nêmesis de Obi-Wan-Kenobi”. A nêmesis de que o livro fala é o próprio Astarot, que é “a nêmesis” da família Masters. Esse nome se refere a um evento que ocorreu no século XIX, quando Astarot começou a assassinar os membros da família Masters, e por isso foi aprisionado. Naquela época, quando parecia que todos iriam morrer perante a fúria do demônio, eles disseram: ”Esta é a nossa Nêmesis”.

Criticando por ai: Muito obrigada Diogo. E para encerrar deixe um recadinho aos nossos leitores.
Diogo: Se vocês gostaram da proposta do “Nêmesis”, não deixem de ler também meus outros dois livros: “Abascanto, a sombra dos caídos”, e “Fuga de Rigel”.
Diogo de Souza 
Abascanto conta a história de seres de outra dimensão que pretendem salvar o mundo, destruindo-o, e um garoto que se vê envolvido neste plano, incapaz de lutar contra esses oponentes, descobrindo a cada página um pouco mais sobre seu passado e seu caráter.
Fuga de Rigel conta a história de um menino telecinético que foge da fundação em que vivia com o desejo de encontrar a família, que, ele descobre, estava viva. Mas os paranormais da fundação Cosmos não gostam da idéia de perder um aluno tão prodigioso, e tampouco tem o mesmo entendimento de “família” que o pequeno Rigel. A sua figa será marcada pela violência, pelo reencontro, pela dor e o prazer.
Um livro é uma criação a três: ele se inicia na mente do autor, mas só se completa na mente do leitor. Então eu também uso aqui o espaço a agradecer aos meus leitores, e desejar a todos uma boa viagem ao mundo dos Masters, Astarot, Isabela, Mark e Ariel.

E ai gostaram?
Logo teremos mais entrevistas por aqui, aguardem. :)

@aline__maciel e @carolvolodka